Escola de Vinhedo tem pior nota na rede estadual
Escrito por Rodrigo Paixão em Março 27, 2008
Jornal de Vinhedo, 22/03/2008
Nível dos alunos das escolas estaduais vinhedenses é preocupante
O Saresp – Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, que foi divulgado pelo Governo do Estado no início do mês, mostra que a situação das escolas estaduais vinhedenses é preocupante. A 8ª série da escola Israel Schoba na disciplina de Português obteve a pior nota de todo o Estado de São Paulo. Na 6ª série da mesma escola, na matéria Matemática 88,9% dos alunos estão no nível de conhecimento abaixo do nível básico. Participaram das provas em Vinhedo 564 alunos das únicas três escolas estaduais do município. Leia mais na página B1 do JV.

Israel Schoba fica entre as piores escolas do Estado
Quesito em que a instituição teve a nota mais baixa foi Língua Portuguesa Ministrada para a 8ª série.
A Escola Estadual Israel Schoba, localizada no Jd. São Matheus, ganhou as páginas da grande imprensa por uma notícia triste: obteve a menor nota entre todas as instituições de ensino estaduais na disciplina de Língua Portuguesa da 8ª série (média 177,1). Enquanto que a primeira escola neste quesito, de campinas, obteve a nota 304,6 e a média estadual é de 242,6 pontos. A escola vinhedense tem 64,7% desses estudantes de língua portuguesa com nível abaixo do básico, e nenhum estudante no nível avançado.
Em Matemática da 6ª série, a escola também obteve nota baixa, média de 179,0, com 88,9% dos alunos no nível abaixo do básico. Em Língua Portuguesa, nesta mesma série, a média foi de 204,7 pontos; em Matemática da 8ª série ficou em 215,1. As notas mais altas obtidas pela Israel Schoba foram computadas no Ensino Médio com 267,7 em Língua Portuguesa (acima da média, de 263,2) e 269,1 em Matemática (também acima da média, que ficou em 263,7). A escola não possui o ensino de 4ª série, referente ao Fundamental I. A diretora da escola está em férias e a substituta não quis comentar o assunto.
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Folha de Vinhedo, 22/03/2008
Escola de Vinhedo tem pior nota até na Rede Estadual, indica avaliação.
A Educação ‘sucateada’ de Vinhedo teve mais um triste episódio divulgado esta semana. Seguindo o caminho dos inúmeros problemas existentes por aqui – material didático da Rede Municipal cheio de erros e ‘sob suspeita’, o ‘Sucatão do Xinha’ que sumiu e a Escola da Capela supostamente superfaturada –, o jornal Folha de S. Paulo publicou no último dia 14 uma reportagem especial que mostra as graves deficiências do ensino nas escolas paulistas, baseadas no exame do Saresp, prova que mede o nível de aprendizagem dos estudantes da Rede Estadual. Na avaliação, os alunos da 8ª série do Ensino Fundamental do colégio vinhedense ‘Israel Schoba’, localizado no bairro São Matheus, receberam em 2007 a pior nota de Língua Portuguesa entre todas as escolas do Estado de São Paulo (177,1).
Ainda de acordo com a matéria, a direção do colégio informou que desconhecia o levantamento do Saresp publicado no jornal da capital paulista. A vice-diretora da escola, identificada por Bia, revelou que a instituição faria uma análise, uma reunião e que tomaria providências sobre o que foi noticiado.
A Folha de Vinhedo vem denunciando há alguns meses (sempre em primeira mão) as graves falhas da Administração Kalu Donato na Educação do ‘Principado’ e os flagrantes prejuízos aos alunos das escolas municipais. Agora, mesmo sendo a ‘Israel Schoba’ uma escola estadual, a preocupação de pais, professores e educadores aumenta ainda mais e reforça que a Educação na cidade como um todo está ‘sucateada’. Isso sem falar na falta de perspectivas de que a questão possa ser resolvida a curto prazo, até porque a seqüência de novos fatos atropela os que estão em apuração.
A Região Metropolitana de Campinas (RMC) tem mais uma escola no ranking das piores do estado de São Paulo, segundo o Saresp. É o colégio Hugo Penteado Teixeira, de Campinas (nota 219,6), a quarta pior em Português entre as terceiras séries do Ensino Médio (42,5 pontos acima do colégio Israel Schoba).
De uma forma geral, a reportagem da Folha de S. Paulo traz dados estarrecedores, tão graves quanto as ‘aberrações’ de Vinhedo. Um dos mais preocupantes é que mais de 80% dos alunos do estado de São Paulo não atingiram os conhecimentos esperados pela Secretaria de Educação em Matemática. Ainda nesta disciplina, a maior parte dos estudantes do 3º ano do Ensino Médio não conseguiu representar uma fração em porcentagem (por exemplo, ½ equivale a 50%).
Entenda o caso
Além de trazer a público as informações apuradas pela Folha de S. , este semanário faz agora um resumo dos problemas verificados nas escolas municipais de Vinhedo desde o final do ano passado e atualiza o que está acontecendo na CPI instaurada na Câmara para apurar o caso. Desde dezembro de 2007, as prefeituras de Vinhedo, Valinhos, Limeira e de outras cidades brasileiras vêm sendo investigadas pelos promotores do Gaerco (Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado), por causa das supostas irregularidades na compra de material didático do Ensino Fundamental, feita em 2007.
Segundo o Ministério Público, o valor pago pelas Prefeituras é até 10 vezes maior que os livros oferecidos pelo Governo Federal, através do Ministério da Educação. Outro fato destacado pelo MP e que já foi alvo de denúncia da Folha é a péssima qualidade das apostilas, de responsabilidade da editora Múltipla, e os erros grosseiros que elas apresentam. A compra das apostilas pelas Administrações municipais também já foi tema de reportagem da EPTV Campinas (afiliada da Rede Globo) e do ‘Jornal da Record’ dos dias 5 e 6 de dezembro, em matéria especial dividida em duas partes. A Administração Kalu Donato nega a cobrança de propina por parte dos diretores da editora Múltipla e o superfaturamento no acordo firmado com a atual gestão vinhedense.
Denúncia de pai de aluno
Há duas semanas, a Folha de Vinhedo publicou matéria sobre a denúncia de um pai de aluno, José Carlos Besson, que reclamou da entrega de livros didáticos enviados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) ao filho. O jovem estuda na 6ª série do Ensino Fundamental II da Escola André Franco Montoro, no bairro da Capela. “Ele já tem que transportar as apostilas da Prefeitura e agora recebeu cinco livros do Governo Federal. Meu filho vai levá-los para a escola de carriola? E qual dos dois livros é melhor, o da Prefeitura ou o do MEC?”, ironizou o pai. A atual Administração não explicou ainda porque entregou livros do Governo Federal, rejeitados por ela própria em 2007, aos alunos da Rede Municipal.
CPI
A CPI do Material Didático continua analisando o material que recebeu da Prefeitura, além de vários documentos e relatórios, inclusive um dos professores municipais. “Este último está sendo avaliado e a Comissão ainda não pode comentar sobre seu conteúdo. Também já temos em mãos e estamos verificando as apostilas adquiridas pelo governo de Vinhedo e entregues aos alunos em 2008”, disse o presidente da CPI, vereador Toninho Falsarella (PSB).
Ministério Público
O Ministério Público (MP) de Vinhedo e o Gaerco reuniram a imprensa no dia 10 de março para fazer um balanço das investigações sobre as supostas irregularidades no material didático que vem sendo usado desde 2007 pelos alunos da cidade. A reportagem da Folha não foi convidada para participar do encontro, mas soube do mesmo e tentou marcar presença da coletiva. Estava na sede do Fórum toda a imprensa da cidade, porém este semanário não teve acesso à sala onde estavam as autoridades. Conforme foi divulgado na imprensa local, o promotor de Justiça de Vinhedo, Osias Daudt, disse que a apuração dos fatos está acontecendo em conjunto – MP e Gaerco. “Cada um vem fazendo o que é de sua responsabilidade. Estão sendo investigados os crimes contra a criança e a juventude, em relação à qualidade do ensino, e os supostos crimes de improbidade administrativa da atual gestão. Quanto ao Gaerco, os promotores Luiz Alberto Bevilacqua e Gaspar Pereira da Silva Júnior vêm analisando se existe formação de quadrilha, desvio de dinheiro público e outros delitos”, afirmou Daudt.
‘Sucatão do Xinha’
Sempre ‘saindo na frente’ da concorrência, a Folha de Vinhedo vem, há algum tempo, denunciando os escândalos do ‘Sucatão do Xinha’ e as irregularidades na Escola da Capela e na Creche Vida Nova. O primeiro é aquele ônibus contratado pelo prefeito Kalu para promover a educação de trânsito nas escolas. Porém, o veículo sumiu, deixando um prejuízo estimado em R$ 1 milhão aos cofres públicos.
Kalu, sua esposa Silvia Donato e o secretário de Transportes e Segurança Élsio Álvaro Boccaletto (o popular ‘Xinha’) possuem processos na Justiça em tramitação. Eles são acusados de inexibilidade de licitação, formação de quadrilha, improbidade administrativa, irregularidades no pagamento dos serviços do veículo e no contrato da Prefeitura com a Edacom – empresa responsável pelo ônibus.
Escola da Capela
Mais uma ‘figurinha carimbada’ nas páginas deste jornal é o Centro de Cidadania Integrado Eduardo Von Zuben, conhecido como a ‘Nova Escola da Capela’. Ela foi aberta no dia 28 de fevereiro do ano passado e é mais uma ‘obra’ da atual Administração cheia de problemas, entre eles a falta de água, luz, telefone e de materiais didáticos na inauguração, além de ter tido o metro quadrado avaliado como o mais caro da região. De acordo com o vereador Toninho Falsarella, a Prefeitura gastou na ocasião quase três vezes mais que a média em uma construção, ou seja, R$ 2,5 mil o m². “Esta escola está mais para casa do Sheik de Valinhos do que para uma instituição de ensino”, ironizou o parlamentar.
Chega de ‘sucata’
As denúncias que a Folha de Vinhedo faz há algum tempo e as reveladas na semana passada pela outra Folha, a de São Paulo, devem ter como conseqüências apurações imediatas e sérias do Ministério Público, da polícia e da CPI. O que cabe à Administração de Vinhedo é ‘jogar limpo’, aprender com os possíveis erros e nunca mais repeti-los. Se estes problemas não forem cuidados a tempo, comprometerão a formação educacional, cultural (e até moral) das futuras gerações. Isso se os danos já não se tornaram irreversíveis. Pais, professores, educadores e alunos do ‘Principado’ não podem mais admitir uma educação ‘sucateada’ em Vinhedo. Para evitar isso, este semanário vai continuar fazendo seu papel.
Um erro ‘esplícito’
A secretária de Educação de Vinhedo, Silvia Pieri, cometeu há alguns dias uma gafe gramatical ‘pouco aceitável’ para o cargo que ocupa. Ao preparar um documento da Comissão Técnica de licitação do material didático da cidade, enviado à CPI que investiga o caso, Silvia não só o fez à mão (estranho, em se tratando de um papel oficial de uma secretaria) e com algumas abreviações, como redigiu a seguinte frase: ‘Não está esplícito na proposta escrita’. Errar é humano e todos estão sujeitos a este tipo de deslize. Mas uma secretária de Educação que se preze não pode entregar um papel destes, com timbre da pasta que comanda, feito manualmente e com erro de Português. Estaria ela meio que ‘influenciada’ pelo excesso de erros das apostilas do ano passado, usadas pelos alunos da Rede Municipal de Ensino da cidade?
Maio 1, 2008 às 10:50 am
Que matéria mais destenciosa! O responsável pela escola referida é o governador José (PSDB) Serra e não o prefeito de Vinhedo. O Partido Verde de Vinhedo se vendeu, esta é a realidade.
Abraços,
Luiz Nalin
Maio 21, 2008 às 7:46 pm
Olá Querido Amigo ….E dono deste Blog….Eu Victor Cassolato Dos Reis Costa Estudei no Israel Schoba……….Estava Na 6A ……Esta é a Pior Escola do estado do Sp Eu fui Oq consigui tirar Uma nota boa até……..Mas a Escola não tem organização nao tem uma Boa diretora tudo mundo faz Oq quer!Pixa Tudo Ninguem falá Nada…..Moro enfrente A Escola Israel Schoba………Neste Momento não Esta tendo Aula Faz Uma Semana…….Isto é Um Absurdo……Ainda Bem que sai dessa escola………..obrigado…….
Denunciem Essa Merda de Escola para ser fechada..Só tem 2 series 7 e 8…….Sai não faz muito Tempo por favor Movam uma ação contra essa merda de escola