Blog do Rodrigo Paixão

Opiniões, artigos e comentários sobre a conjuntura política da cidade de Vinhedo e do país – Fórum de debates e propostas para o município.

Entrevista Pré-Candidatura

Entrevista Publicada no Jornal Tribuna de Vinhedo no dia 29 de fevereiro de 2008. 

tribuna vinhedo

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O jovem Rodrigo Paixão, 29 anos, possui uma participação política extensa, durante 13 anos (ver sobre Rodrigo), além de coordenar lutas em defesa da qualidade de vida de Vinhedo. Rodrigo foi filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e, atualmente, está no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). 

Tribuna de Vinhedo: Qual é o partido em que está se lançando como pré-candidato? Já existe alguma coligação com partidos menores?

Rodrigo: O PSOL, partido ao qual estou filiado desde a sua fundação, decidiu apresentar minha pré-candidatura às eleições municipais no Encontro Regional, ocorrido em 09 de fevereiro deste ano, em Vinhedo. Dos 24 partidos existentes na cidade, a grande maioria já está direta ou indiretamente comprometida com alguma pré-candidatura. Para debater qualquer coligação, queremos estabelecer alianças que sejam construídas com as forças políticas que tenham identidade com nosso projeto. Sabemos que existem legendas que foram criadas apenas para causar impacto visual, uma vez que seus membros derivam de um mesmo grupo político que conseguiu ser detentor de mais uma legenda. Em Vinhedo isso é tão artificial que tem candidato a vereador que não sabe dizer o nome do partido no qual está filiado. Outras legendas são negociadas direto no âmbito estadual. Então, para estar em uma aliança com o PSOL, seria necessária uma ruptura.  Agora tem muita gente na cidade disposta a apoiar uma candidatura do PSOL. Existem, inclusive, lideranças filiadas a partidos políticos que sinalizaram apoio. Vinhedo tem centenas de pessoas que participam e militam na política, têm projetos e trabalhos sociais, têm uma visão humanista, democrática e socialista e, no entanto, não são filiadas a partido. Apostaremos em alianças com estes setores. Estamos abertos a debater uma coligação com outros partidos, desde que haja acordo ético e programático. O PCB, apesar de não estar registrado no cartório eleitoral, tem filiados e simpatizantes no município e já declarou apoio político.

T.V.: Quais estão sendo os trabalhos iniciais visando à campanha eleitoral de 2008?

Rodrigo: Temos feito reuniões do partido apostando, neste momento, na organização interna para projetar melhor a candidatura, já que a decisão foi recente e as outras candidaturas já estavam cogitadas desde o ano passado. Iniciamos conversas com várias pessoas que, espontaneamente, já manifestaram apoio. Vinhedo será uma das cidades onde o Partido terá prioridade de ação nas eleições municipais. Por isso, nossas lideranças nacionais se deslocarão para a cidade, no intuito de apostar em nossa candidatura. No próximo 14 de março a Heloisa Helena estará aqui. Estamos também procurando regionalizar o debate, já que existe uma posição do partido de deslocar militantes de uma cidade que esteja com poucas condições de lançar candidatura para apoiar cidades em melhores condições, o que pode ser o caso de Vinhedo. Estamos construindo instrumentos de comunicação via internet, com os devidos cuidados, já que a lei eleitoral é clara em relação à campanha fora de época. Iniciaremos também, a partir do mês de março, reuniões, seminários e debates para apresentação de um Plano de Governo coerente com a leitura da realidade da cidade e que expresse a vontade da maioria do povo. 

T.V.: Já existe algum nome para o cargo de vice-prefeito? Quem?

Rodrigo: O nome de vice será aquele que, dentro de uma política de alianças que não comprometa nosso programa e nosso compromisso ético, consiga ampliar a interlocução de nossa candidatura com outros setores. Poderá ser alguém do PSOL mesmo ou de outra força política dentro de uma frente de esquerda. Portanto, o vice não vai ser elemento de negociata, nem tampouco de imposição, ele será fruto de toda essa construção que estamos pensando em fazer. Os eleitores deverão ficar atentos à força social, à representatividade e ao histórico presente em uma coalizão que pretenda governar Vinhedo. 

T.V.: Vinhedo, a principio, está com sete pré-candidatos ao Chefe do Executivo, acredita que todos se manterão até o final? Pretende fazer coligação com alguns desses pré-candidatos?

Rodrigo: Dificilmente todas as pré-candidaturas chegarão ao fim. Apesar de não ter nascido em Vinhedo, algumas coisas na política local são tradicionais e, aparentemente, continuarão a acontecer. Uma delas é este primeiro ensaio onde vários candidatos se apresentam para cacifar uma liderança, para aglutinar seu grupo, para se credenciar para vice, para negociar espaço em um futuro governo. As eleições de 2004 mostraram bem isso. Outra prática que poderá se repetir são as candidaturas “boca de aluguel”. São os candidatos que, apesar de levar seu nome até o fim, estão a serviço de uma outra candidatura. De forma sutil, tentam demonstrar independência, mas se articulam o tempo todo com os interesses de uma candidatura mais viável e atacam mais fortemente uma outra para tirar votos, ou mesmo dividir. Tudo indica que isso deverá acontecer novamente. Mas por outro lado, muita coisa ainda está indefinida, o que impede uma previsão. Muitos aspectos da conjuntura política ainda estão para ser definidos. O prefeito será candidato, mesmo aparecendo mal nas pesquisas? O ex-prefeito, com problemas com a justiça, vai conseguir viabilizar sua candidatura? Além de tudo isso não está descartado o surgimento de novos nomes. Vamos abrir um diálogo interno e também com as forças sociais que nos apóiam para discutir todos os aspectos. Acho muito difícil fazer coligação com os nomes que se apresentam como pré-candidatos e, hoje, nenhum membro do PSOL Vinhedo defende isso. Isso dependeria de algum deles ter acordo em: 1-não roubar o dinheiro do povo de Vinhedo; 2-transformar a cidade em referência nacional nos índices sociais e 3-construir um programa nos moldes que estamos propondo. Se algum deles quiser, estamos abertos ao diálogo. Queremos mudar Vinhedo pra melhor e não ser “mais do mesmo”.

T.V.: Como você avalia Vinhedo hoje?

Rodrigo: Mesmo sendo conhecida como Principado, Vinhedo apresenta sérios problemas que não podem ser subestimados, sob pena de termos uma cidade insuportável para nossos filhos viverem. Vinhedo mudou, não tem quase nada da antiga Rocinha e nem da cidade provinciana que tínhamos nos anos 70, 80. A cidade está nos centros das decisões, embora, por inabilidade, não tenha conseguido influenciar decisivamente nos últimos anos. Temos que projetar a cidade para que, nos próximos anos, ela seja referência nacional pelos índices sociais, pelo planejamento urbano, pela qualidade de vida, pela defesa do meio ambiente, pela distribuição de renda, justiça social e não por escândalos de corrupção. Hoje temos próximo de 60.000 habitantes e este número tem aumentado vertiginosamente. Daqui a 10 anos podemos não ter água e saneamento básico para todo mundo e isso é grave. A impressão que dá é que algumas pessoas pararam no tempo e não perceberam que temos uma cidade que, além de um pólo econômico importante, tem uma complexidade cultural que precisa ser entendida. Penso que, além de bom administrador, um prefeito de Vinhedo tem que ter sensibilidade política e social. Já passamos por várias experiências de governo e temos condições de avançar para uma forma mais ousada. Sabemos que a segurança pública é uma área que tem que ter um olhar especial. É preciso sim repressão e forte policiamento, mas aliados à presença do governo municipal nos bairros, através de investimento em esporte, lazer, educação e cultura. O espaço que não é ocupado pelo governo é ocupado, muitas vezes, por atividades criminosas.     

T.V.: O plano de governo do partido está baseado em quais ações para a cidade?

Rodrigo: Abriremos um espaço para debater e construir um programa que considere a participação popular, o planejamento urbano, a inversão de prioridades em defesa da maioria do povo, meio ambiente, universalização dos direitos sociais, a geração de emprego e renda. Precisamos identificar os principais problemas do município com rigor. Mas já podemos dizer que Vinhedo precisa de uma reforma administrativa para adequar as esferas do governo à nova realidade da cidade. Não ter, por exemplo, uma área específica para desenvolver a agricultura e frear a especulação urbana desenfreada é uma miopia política. A cidade ainda tem uma Festa da Uva pelo voluntarismo e boa vontade de agricultores e vinicultores que resistem a tudo e todos, inclusive ao governo, portanto precisamos de uma política integrada de planejamento urbano, de defesa das áreas verdes e de investimento na agricultura para, inclusive, gerar empregos. Criar um plano de cargos e salários transparente para o funcionalismo público é outra coisa que já se estende por vários governos. O próprio Paço Municipal está em descompasso com a cidade: é feio, caro e pouco operacional. Centralizar as secretarias em um único espaço dinamizará as ações do governo e economizará dinheiro público. Precisamos identificar as potencialidades e vocações econômicas do município e investir nelas. A promiscuidade entre o público e o privado precisa acabar em Vinhedo. O Ceprovi, por exemplo, precisar cumprir um papel melhor de formação técnica para os que mais precisam. Temos que ter um Conselho de Controle Social para a Sanebavi, que inclua sociedade civil, governo e trabalhadores da autarquia. A busca de soluções regionalizadas também é uma meta que deve ser perseguida. De qualquer forma buscaremos, conforme já foi dito, detalhar um Plano de Governo que tenha aplicação prática, que valorize os servidores públicos e que seja construído conjuntamente com as forças políticas e sociais comprometidas com o futuro da cidade. Não é possível, como aconteceu em Vinhedo, um prefeito ter sido eleito sem Plano de Governo. Queremos ouvir as entidades constituídas, as igrejas, as associações de moradores, os condomínios, as entidades empresariais, os sindicatos e todos aqueles que queiram fazer parte desse projeto. Existem setores que podem ser terceirizados e outros que não. A merenda escolar, por exemplo, ficou pior e mais cara. Porque não adquirir a merenda de cooperativas da cidade e da região e gerar mais empregos? Existem outros problemas ligados à questão das crianças e adolescentes, que são delicados (abuso sexual, prostituição, violência doméstica, etc), mas que são realidade e devem ser enfrentados. A escola tem que ser um instrumento de conscientização, com cursos de formação continuada de qualidade para os professores, elevando a qualidade de ensino a um patamar de excelência. Aumentando a criticidade nos alunos para que eles possam participar ativamente na sociedade como cidadão e não serem passivos às coisas erradas que acontecem. 

T.V.: Qual deverá ser a principal área a ser trabalhada durante a campanha? Exemplo: Educação, Saúde, Segurança, entre outras.

Rodrigo: Sem dúvida, nossa prioridade estará voltada para as áreas sociais, para a democratização da cultura, para a ampliação do acesso à moradia, saúde e educação de qualidade, segurança pública com olhar mais amplo, e para um planejamento urbano que coloque o desenvolvimento de Vinhedo a serviço de uma melhor qualidade de vida.  

T.V.: Sendo eleito a Prefeito qual será a primeira atitude a ser tomada em prol da população?

Rodrigo: Amo Vinhedo. Quero governar a cidade com a grandeza que ela merece. A primeira ação que faremos será parar todas as autorizações sobre os loteamentos. Temos que ter noção para onde caminha a cidade. Quantos habitantes teremos em 2015, 2030? Não podemos ficar em um barco à deriva. Temos um novo plano diretor que é bastante avançado e teve uma construção razoavelmente democrática. Inteirando-se da situação nos primeiros 90 dias, o governo discutirá com a Câmara e com a sociedade organizada o que será feito em seguida. 

T.V.: Em qual área acredita que Vinhedo necessita de mais desenvolvimento?

Rodrigo: Vinhedo pode melhor em muito, se desenvolver mais e aproveitar melhor o que tem. Com o orçamento que temos, é possível, sem fazer populismo, ter padrão de vida parecido com a Europa ocidental. Esse é um desafio. 

T.V.: Quais são os planos de governo para o Distrito Industrial, que hoje apresenta diversos problemas?

Rodrigo: De fato o Distrito Industrial passa por vários problemas. O primeiro deles é a sua própria existência. Parece jogo de palavras, mas o distrito industrial de vinhedo não está legalizado e isto precisa ser uma medida urgente no próximo governo. O abastecimento de água, de energia, a segurança e a infra-estrutura também estão aquém da necessidade daquela área do município. Como queremos governar para a ampla maioria, dialogando com as forças políticas e sociais, qualquer medida em relação ao distrito industrial tem que ser negociada com a AEVI. Já conversei com a Promotoria Pública e sei que existe um projeto para aquele espaço. Da mesma forma a ACIVI e os sindicatos de trabalhadores também têm idéias a compartilhar. Ainda é possível trazer mais empresas e desenvolver a cidade, mas tudo deverá levar em conta a preservação do meio ambiente, o respeito à legislação municipal e a vocação que apopulação decidir para a cidade.

T.V.: O que pretende fazer para melhorar a saúde da cidade, bem como a Santa Casa?

Rodrigo: A nossa posição com relação à Santa Casa é muito clara: ela é inviável institucional e financeiramente. Melhorou um pouco em relação aos anos anteriores mas, mesmo assim, deve ser elemento de atenção central do próximo governo. Acompanhei de perto vários problemas envolvendo a Santa Casa. Denúncias foram centenas. A Santa Casa já cumpriu um belíssimo papel para a cidade, mas ela se esgotou. Já passou na direção de lá gente boa e gente não tão boa. O fato é que a situação não se resolve, é uma “sangria desatada”. É lamentável ver seus gestores mendigando verba, ajuda. A Santa Casa deve ficar na memória da cidade como uma coisa boa. Para isso, é necessário reconhecer que ela já cumpriu seu papel e que temos que decretar sua falência, que já uma realidade. Como pode uma instituição daquela envergadura demitir servidores e não ter dinheiro para pagar as verbas rescisórias? Ser objeto de CPI, CEI, Comissões Especiais na Câmara, Ministério Público, etc? Quem duvida o que significa a Santa Casa deveria conversar com o Presidente da Associação Médica, Dr. Reinaldo Mota Miranda. A construção de um novo hospital municipal, diante da inviabilidade moral e financeira da Santa Casa é a proposta de mais bom senso e que o PSOL apresentará para a cidade. 

T.V.: O partido estará disputando outras cidades da região para Prefeito? Quais?

Rodrigo: Sim. Estamos em uma região importante para o PSOL. Além de termos vereadores em diversas cidades (Campinas, Amparo, Várzea Paulista, Jundiaí), dirigimos diversas entidades e temos várias lideranças com potenciais. Já definimos candidatura própria em Campinas (possivelmente do vereador Paulo Búfalo), em Jundiaí (Dr. Cláudio Miranda – vereador), Valinhos, Sumaré e Hortolândia. Outras cidades como Louveira e Várzea Paulista, estão fazendo o debate no interior do partido para ver qual o melhor caminho a seguir. Mas o fato é que o partido está bem organizado em nossa região e com potencial de disputar as eleições municipais. 

T.V.: Como você vê suas reais chances de ganhar a eleição?

Rodrigo: Temos uma diferença ética e programática e temos também propostas para apresentar para a cidade. Se conseguirmos sucesso nesta tarefa é possível que sejamos uma candidatura viável e com reais chances de disputa. Desafiaremos alguns interesses poderosos, mas se conseguimos demonstrar que o que propomos estará a serviço da ampla maioria e da preservação do que temos de bom na cidade, é possível que o PSOL entre pra valer na disputa. Outra coisa importante são os espaços cedidos para o debate. A Tribuna de Vinhedo abre um espaço importante neste momento de debate de idéias e de apresentação de propostas. Se os meios de comunicação local mantiverem um padrão ético de abrir espaços, se conseguirmos realizar debates, etc, nossas chances de vitória passarão a ser reais. A nova lei eleitoral diminui um pouco a influência do papel econômico, se não for modificada até lá. Fala-se nos bastidores que uma campanha para prefeito em Vinhedo custa R$ 7.000.000,00 (sete milhões de reais), o que, pra mim, é um escândalo. Apostaremos na força de nossas idéias, de um partido novo, contra a velha política. 

T.V.: O que o levou a lançar a pré-candidatura?

Rodrigo: Temos um grupo de militantes que intervêm na política de Vinhedo há 15 anos. Decidimos influenciar de forma mais decisiva os rumos da cidade. Além de termos sido incentivados por muitas lideranças, o partido considera que Vinhedo é uma das cidades da região que, embora com poucos habitantes, tenha influência na opinião pública nacional. O PSOL tem se constituído referência para aqueles que ainda acreditam que existe alternativa para o que estamos vivenciando. Em Vinhedo, fomos oposição aos dois governos e sempre denunciamos problemas e apontamos propostas. Nacionalmente, a Heloisa Helena aparece em 2º ou 3º lugar, a depender do cenário colocado nas pesquisas de opinião, chegando a ter 20% das intenções de voto. Estamos bem consolidados em algumas cidades e, em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, estamos nas primeiras colocações, com a Luciana Genro e o Chico Alencar. Minha formação acadêmica é em sociologia (com ênfase em ciências políticas) e fui candidato a vereador em 2004. No meio da campanha foram feitas pesquisas e meu nome chegou a aparecer como o mais cotado naquele momento. Passei a sofrer várias ofensivas, mesmo dentro do partido. Isso fez com que, como reação, na reta final, tivéssemos uma campanha parecida com uma campanha de prefeito. Fizemos reuniões em todos os bairros e condomínios. O grupo que construiu aquela candidatura continua articulado, embora nem todos estejam no PSOL. Somado ao fato do quadro político local ser instável e indefinido, avaliamos que o partido está credenciado para a disputa majoritária.  

T.V.: Qual sua avaliação sobre o atual cenário político de Vinhedo?

Rodrigo: Vinhedo passa por uma crise institucional que ainda não foi estancada. As forças políticas tradicionais estão desgastadas e fragilizadas. Infelizmente, a crise política que atingiu a cidade deixou marcas muito fortes na população. O governo municipal investe bastante em marketing, mas como não tem um projeto estratégico, continua à deriva. Existe um clima propício para uma renovação na estrutura de poder, mas muitas coisas ainda estão para ser definidas. Uma delas é a candidatura do ex-prefeito. Se ele for candidato é um cenário, se não for, é outro. Caso sua candidatura não se viabilize é possível que aconteçam mais dissidências na base do governo. O PSOL é muito bem visto na opinião pública e veremos se isso se converterá em votos. Existem várias vias em Vinhedo. Mas, na verdade, a maioria delas aponta para um mesmo caminho, levam para um mesmo lugar. Até porque quase todas as candidaturas que se apresentam tiveram relações bastante estreitas em um passado próximo. Mais que isso, participaram ou do governo passado, ou do atual. Então ficam as perguntas: quais são as diferenças reais? Quem rompeu com os grupos tradicionais, rompeu por problemas pessoais, por não ter seus interesses atendidos, ou realmente quer algo novo? 

T.V.: Há possibilidade de você sair como vice em outra chapa?

Rodrigo: Hoje não consideramos esta possibilidade. Agora, se conseguirmos formar uma frente de esquerda que aglutine os setores comprometidos com os pontos que estamos colocando e que tenham uma postura ética em relação ao dinheiro público, podemos ver quem teria maior potencial de expressar este projeto. No entanto, mesmo em uma frente, o PSOL tem condições e histórico para reivindicar a indicação da candidatura majoritária.